Saturday, January 27, 2007

carole king impressions

Carole King - So Far Away

So far away, doesn't anybody stay in one place anymore?
It would be so fine to see your face at my door
Doesn't help to know you're just time away

Long ago I reached for you and there you stood
Holding
you again could only do me good
How I wish I could, but
you're so far away

One more song about
movin' along the highway
Can't say much of
anything that's new
If I coild only work this life out my way
I'd rather spend in bein' close to you.

But you're so far away, doesn't anybody stay
in one place anymore
It would be so fine to see your face at my door
Doesn't help to know you're so far away

++++++++++++++++


Carole King - It's Too Late



Stayed in bed all morning just to pass the time

There's something wrong here, there can be no denying

One of us is changing, or maybe we've stopped trying



And it's too late, baby, now it's too late

Though we really did try to make it

Something inside has died and I can't hide

And I just can't fake it



It used to be so easy living here with you

You were light and breezy and I knew just what to do

Now you look so unhappy, and I feel like a fool



And it's too late, baby, now it's too late

Though we really did try to make it

Something inside has died and I can't hide

And I just can't fake it



There'll be good times again for me and you

But we just can't stay together, don't you feel it too

Still I'm glad for what we had, and how I once loved you



But it's too late, baby, it's too late

Though we really did try to make it

Something inside has died and I can't hide



agradecimento especial para ofaib "branquinhos", que recomendou o disco

Thursday, December 21, 2006

chega de propaganda

então, eu resolvi voltar a ter um blog. o que é relativamente parecido com voltar a fumar, ou voltar a molestar crianças. parecia melhor quando você não estava fazendo.

ok, não sei se isso faz algum sentido at all, mas digamos que estou naquele momento...hm...na pior, sejamos sinceros.

e o que as pessoas normais fazem quando estão na pior? certo, certo...enchem a cara. eu, como sou totalmente anormal, venho fazer um post chorão no blog. apertem os cintos e...lá vamos nós!

top 5 perguntas sem resposta do dia

1. por que a gente só critica as pessoas que ama? (é verdade, admita, as pessoas que a gente odeia a gente ofende, não critica)

2. qual a coisa certa a fazer? (sim, eu sei, imbecil! era uma pergunta retórica!)

3. como posso perder 15 kg e continuar comendo doces diariamente? (fruta não conta)

4. por que depois que a gente cresce ninguém mais dá bola se a gente fica doente? (só as crianças correm risco de vida?)

5. quanto tempo leva para se colar um coração partido? (e o que fazer quando você descobre que alguns pedaços estão faltando?)

se alguém tiver a resposta, me ligue. estou no eixo POA/Canoas.

Wednesday, December 13, 2006

Dia 15 em POA

BAGASEXTA – ABERTURA DAS PISCINAS
2 Piscinas, 20 Baldes, 1 Mangueira e Muitos Copinhos!!! Vá com seu biquini de bolinha e sua sunga cavada!!!

ATRAÇÕES: Nada Sincronizado!! Pulo de Ponta!!! Nado cachorrinho!!!
Bonde do Ticão!! Taty Quebra-Beliche!! Nêga Cinara!! Mc. Maloca!!
Os Maiquinho – Funk de primeira com uma turma de última!!


DIA 15/12 22 Horas
DEPÓSITO DE TEATRO – Rua Câncio Gomes, 228

INGRESSOS ANTECIPADOS
:
BARBER SHOP – Independência, 747- 3311.4323/3311.6823
VIA IMPERATORE – Restaurante – Rua da República, 479 – 3026.3071

Dia 14 em POA

LANÇAMENTO 3 EM 1 DA GUETTO

14.12 / QUINTA FEIRA / GALERIA MUNDO ARTE GLOBAL
PROTÁSIO ALVES 2876

LANÇAMENTO DE TÊNIS *ATLETA RAFAEL DIAS*
LANÇAMENTO DE TÊNIS *GRAFITEIRO TRAMPO*
EXPOSIÇÃO DE SHAPES TONIOLO

COQUETEL + PROJEÇÕES DE VIDEO BOMB (Lab013)

NAS PICKUPS:
DJ ANDERSON (ULTRAMAN)
DJ ONLY JAY
DJ MADRUGA
GAMBIARRA RECORDS

ENTRADA LIBERADA!!! A PARTIR DAS 19:00


Thursday, December 07, 2006

666 orkut 999

acabo de receber o seguinte scrap, de uma criaturinha que diz no perfil que tem 18 mas na foto tem mais que 10. engrish de primeira qualidade, made in minas gerais. enquete: o que ele quis dizer, EXATAMENTE?

"Eduardo☆:
you she is a complete idiot, she-ass and badly loved "

Tuesday, December 05, 2006

pop pop, you shot me down

uma das melhores coisas da música pop é que, citando a pérola da seridée, ela é feita para tocar as pessoas e não (necessariamente) os instrumentos musicais.

o ben folds consegui acertar em cheio, nesta porrada (o foda é que eu sempre gostei dessa música, mas nunca me senti tão dentro dela antes...fucking scary)

THE LAST POLKA

Well, she crept back in the house at half past three
Shook her head to see him snoring in his sleep
If you really loved me she said
I wouldn't have to be so mean
He's a heap of junk that pours from his top drawer
Sometimes likes to spread it out around the floor
It's evidence of what he was like
He likes to remember when...

Sha la la, sha la la lo li
The end is growing near
We're treading water now
And holding back our tears
And the day is rising
We're sinking sha la la lo li

In a minute it will all be coming down
And they know it now but no one makes a sound
Such a shame to ruin this bright
Lazy sunny day...

My my, the cruelest lies are often told without a word
My my, the kindest truths are often spoken, never heard
She said, "You've been pushing me like I was a sore tooth.
You can't respect me 'cause I've done so much for you."
He said, "Well I hate that it's come to this
But baby I was doing fine. How do you think
That I survived the other 25 before you?"

Monday, December 04, 2006

duas grandes bandas...

...que desta vez eu não vou poder assistir, pois não estarei em POA ou arredores na data citada. Portanto, quem estiver, que aproveite essa bênção natalina e compareça ao evento!

Thursday, November 30, 2006

I'M A LONELY LITTLE PETUNIA IN AN ONION PATCH






Of all the saddest words
That I have ever heard
The saddest is the story
Told me by a bird
He had spent about and hour
Chatting with a flower
and here ís the tale the flower told



I'm a lonely little petunia in an onion patch,
an onion patch, an onion patch
I'm a lonely little petunia in an onion patch
and all I do is cry all day

Boo hoo, boo hoo

The air ís so strong it takes my breath away

I'm a lonely little petunia in an onion patch,
oh won't you come and play with me

Who put me in this bed?
I'll bet his face is red
I call him down with every teardrop that I shed
If I only had him here
I'd take him by the ear
And make him share my misery

I'm a lonely little petunia in an onion patch,
an onion patch, an onion patch

I'm a lonely little petunia in an onion patch

and all I do is cry all day

Boo hoo, boo hoo

The air ís so strong it takes my breath away

(Feee-you!)

I'm a lonely little petunia in an onion patch,
oh won't you come and play with me

Wednesday, November 29, 2006

inferno astral

as coisas acontecem sem que ninguém se aperceba, e já é tarde, quase tarde, tarde e chove e não me canso de repetir as mesmas canções

desmascarada
no baile de máscaras

Pangya! (é melhor que ir pra Disneilândia)



Quem me conhece sabe que eu não falo em outra coisa, e não é para menos. É um joguinho de golf totalmente viciante e muito divertido! Daqui a pouco posso fazer que nem no The Sims, e alavancar minha carreira de oportunista como Caddie em um campo de golfe para ricaços (redundância). Para baixar o Pangya, você vem aqui, ó... e se cadastra no coisinho e baixa o jogo. Não precisa ter uma super-placa de vídeo. Roda em qualquer computador, é online, é fofo, e totalmente intuitivo. Uma delícia.

Tuesday, November 28, 2006

LIBERDADE PARA TODOS



Este tipo de coisa acontece em um país unificado às custas de muito sangue, um país sob uma Constituição totalmente calcada em liberdade individual, um país de "primeiro mundo". E você que pensava que em 2007 a caça às bruxas já tinha acabado...

Santa ingenuidade, batman! Eles não tem senso crítico mesmo!

Obrigada (?) a harami, pelo link.

Monday, November 27, 2006

A Rosa é obsoleta [inédito]

A rosa é obsoleta

mas cada pétala termina em um corte, a dupla faceta

acimentando as entalhadas

colunas de ar

O corte corta sem cortar

encontra--nada--renova

a si mesmo em metal ou porcelana

pra onde? para o fim--

Mas se há um fim

o começo principia

de modo que tramar rosas

torna-se uma geometria--

Mas nítida e bem-feita, mais cortante, uma figura em maiólica

o prato quebrado

envernizado com uma rosa

Em algum lugar o sentido

faz rosas de cobre

rosas de aço--

A rosa carregava o peso do amor

mas o amor está no fim--das rosas

É no corte das pétalas

que o amor aguarda

Franzido, trabalhado para derrotar

o peso--frágil

escalpelado, úmido, semi-ereto

frio, preciso, pungente

O que

O lugar entre o corte da pétala e o

Do corte da pétala uma linha

principia

que sendo de aço

infinitamente fina, infinitamente

rígida penetra

A Via Láctea

sem contato--se erguendo dela--nem pendurada

nem empurrando

A fragilidade da flor

intocada

penetra o espaço



--William Carlos Williams

[traduzido por M.D. Bandarra, em Março de 2004]

PAGANDO A PUTA [inédito]

Tu és um rosbife que comprei
e te recheio com minha própria cebola.

Tu és um barco que aluguei por hora
e te navego com minha raiva até que encalhes.

Tu és um copo que paguei para quebrar
e engulo os pedaços com meu cuspe.

Tu és a grelha em que aqueço minhas mãos trêmulas,
assando a carne até que fique bem suculenta.

Tu fedes como minha mãe sob teu sutiã
e eu vomito em tua mão como vomita um caça-níqueis
suas moedas frias e duras.

--ANN SEXTON, 15 de Julho de 1971

Traduzido por M.D. Bandarra em Fevereiro de 2005

Saturday, November 25, 2006

rapture


I'm so fast that last night I turned off the light switch in my hotel room and was in bed before the room was dark.

Thursday, November 23, 2006

Laura Nyro (1947 - 1997)



I was born from love and my poor mother worked the mines.
I was raised on the good book Jesus till I read between the lines.
Now I don't believe I want to see the morning.
Going down the Stoney End, I never wanted to go down the Stoney End.
Mama, let me start all over. Cradle me, mama, cradle me again.

I can still remember him with love light in his eyes,
but the light flickered out and parted as the sun began to rise,
now I don't believe I want to see the morning.
Going down the Stoney End, I never wanted to go down the Stoney End.
Mama, let me start all over. Cradle me, mama, cradle me again.

Never mind the forecast cause the sky has lost control,
cause the fury and broken thunder's come to match my raging soul,
now I don't believe I want to see the morning.
Going down the Stoney End, I never wanted to go down the Stoney End.
Mama, let me start all over. Cradle me, mama, cradle me.
Going down the Stoney End, I never wanted to go down the Stoney End.
Mama, let me start all over. Cradle me, mama, cradle me again…

animal riots

11h47 a.m.

Tomada de repentina sofreguidão, me dirijo até a cozinha para beber um copo d'água. Ao passar pela porta, sinto uma ferroada no ombro, e ouve-se o som do maldito camoti. They're back, and they're fucking pissed. Sem ter feito nada para merecer tal tratamento, bebi minha água e me recolhi em posição fetal.

3h47 p.m.

Voltando da Lojinha de Agropecuária com dois quilos de ração para gatos, andando calmamente pela calçada, quando de repente sinto no calcanhar uma mordida. Me volto para identificar o agressor, e eis que surje um guaipeca amarelo, daqueles bem cagões. Tentei me virar pra continuar andando, o cachorro veio atrás de mim e tentou me atacar. Gritei com ele, e ele latia com raiva, começou a pular. O puto me enfrentou mesmo! Sem a coragem suficiente para meter o pé no cachorro (que, convenhamos, ele estava pedindo), fui andando de costas, sob os latidos ameaçadores do vira-latinha. Em desistência, disse "vai te foder, cachorro de merda", ao que um bêbado, de dentro de um bar, retrucou: "deixa o bichinho em paz!".

Ora, tenha santa paciência. Algo está muito errado aqui.4

UPDATE: Dois dias depois, duas aranhas subiram em mim no mesmo dia. Está piorando. Deve ser o inferno astral.

Thursday, November 16, 2006

2 livros de auto-ajuda em 2 dias

Ah, os livros de auto-ajuda. Esses fenômenos de vendas que enriquecem tanto o bolso de seus autores quanto o repertório de xingamentos dos acadêmicos. Será verdade que são como lavagem para o cérebro (lavagem de porco, não aquela que faz ficar limpinho, embora não fosse uma má idéia lançar um livro que funcionasse como limpeza cerebral)? Ou será tudo intriga dos escritores "sérios" que ninguém lê? Em reportagem exclusiva, a intrépida Norma Propp penetrou o submundo da leitura dinâmica e voltou para contar a história.

Depois de muito riso, impáfia, e sublime sensação de superioridade, eis algumas verdades genéricas da literatura de auto-ajuda:

a) se leva mais de 3 horas para ler, ninguém vai comprar
b) tudo o que seus pais ensinaram estava errado, mas tudo o que os pais do autor ensinaram estava certo (exceto o pai pobre, que não sabia de nada)
c) a obviedade nunca é óbvia o suficiente, até que tenha sido totalmente dissecada, explicada, e revisada

Bom...chega de onanismo, e vamos à ficha-de-leitura dos petardos.


10 de Novembro


Venda seu peixe! (J.A. Minarelli)

A ambição: Ensinar as melhores práticas de vendas de serviços a profissionais autônomos e desempregados.

A metáfora: (surprise, surprise!) Vendedores de peixe em uma feira; as diferenças entre peixe podre e peixe fresco; alguns clientes compram salmão, outros compram sardinha. Destaque para os trocadilhos recorrentes "se o serviço que você presta realmente presta", e para a pérola "negócio é a negação do ócio". Ah, mas que peraltinha esse seu Minarelli...

O resultado: Paupérrimo. O livro é um compêndio de obviedades que, como toda obra de auto-ajuda que se preze, compila o "best of common sense" sobre o assunto. Não bastando a obviedade dos conceitos (e.g. "Só compra quem pode", "só compra quem precisa", etc.), ainda são explorados extensivamente em capítulos cheios de piadinhas espirituosas. Se você é dessas pessoas sem bom-senso que não receberam educação em casa, ou nasceram de uma chocadeira, Venda seu peixe lhe trará insights valiosíssimos para a vida inteira. Caso contrário, acredite em mim, os peixeiros da feira tem mais a lhe ensinar sobre o mercado de serviços do que o autor do livro.

16 de Novembro

Quem mexeu no meu queijo? (Spencer Johnson, M.D.)

A ambição: Resolver todo e qualquer problema que você possa enfrentar durante toda a vida, reduzindo drasticamente a complexidade do universo e das emoções humanas.

A metáfora: Dois ratos em dois gnomos em um labirinto em busca de queijo para serem felizes. Os ratos são mais espertos que os gnomos, logo, mais felizes, e mais gordos. Os gnomos não admitem que possam ser mais burros que os ratos, então um deles se revolta e parte para o desconhecido, enquanto o outro continua se achando o maioral e presumivelmente morre de fome. Meu deus, isso é realmente muito freak!

O resultado: Este é um clássico, realmente. Qualquer semi-analfabeto pode ler o livro e sair com a sensação de que entendeu. Principalmente porque as últimas 25 páginas são a explicação da metáfora óbvia que o autor desenvolve à EXAUSTÃO no decorrer do livro. Além disso, para os *aham* como dizer... challenged readers, o livro traz um resumo geral de sua *aham* "filosofia"(abaixo). No fim das contas, é uma leitura meio revoltante, mas tem seu lado engraçado. Só em pensar que grandes empresas fazem grupos de discussão do livro para resolver seus problemas estratégicos, já fico sonhando com um episódio do The Office dedicado ao tema. Imagina só as frases que devem sair em reuniões desse tipo...

Outra coisa interessante é a informação contraditória sobre qual, afinal de contas é o método de gerenciamento mais popular do mundo, embora fique claro que o Dr. Spencer é um gênio do marketing. Na capa do livro, uma elipse estilo "selinho" anuncia: "O método de gerenciamento mais popular do mundo". Na pág 103 do livro, porém, consta que Spencer Johnson é "o criador e co-autor de O gerente-minutoTM, (...) [que] se tornou o método de gerenciamento mais popular do mundo." Só posso concluir que todos os livros do Dr. Johnson ensinam o mesmo método de gerenciamento, e ele usa títulos diferentes para se aproveitar das dificuldades cognitivas de seu público leitor.

Em suma, a felicidade é uma bisnaga cheia de cheddar. Mas cuidado com suas artérias.

Wednesday, August 16, 2006

Birth (2004, Jonathan Glazer)

Acho que está na hora de falar deste filme, que eu não me canso de assistir e nunca tenho com quem discutir. O título em português é Reencarnação, mas me parece que Nascimento seria bem mais impactante, e também ajudaria as pessoas a entenderem o filme. Das minhas relações, todos que assistiram o filme e não falam inglês não entenderam bem, e o título é uma das principais perdas. Reencarnação é um título óbvio, e não revela nada extra sobre o filme. Já o título original, em português Nascimento, possibilita enxergar um novo, e riquíssimo, conjunto de símbolos.

De certa forma, o filme implica em uma questão crucial: não existe nascimento sem morte. Este princípio, uma obviedade na mão de muitos, se tornou, nas mãos de Jonathan Glazer, uma história fascinante, que além de bem fotografada, deixa na interpretação dos atores pequenas grandes pistas para a construção de um enredo cheio de túneis subterrâneos.

[aqui começam os spoilers, assista o filme antes de ler]


I. A água como veículo da vida

A presença de água sinaliza o "nascimento", são as cenas mais densas emocionalmente (à exceção da cena na ópera, em que não há água) , e primordialmente visuais. O veículo da vida, porém, não age como purificador, e sim como ambiente "amortecedor". A água não é límpida ou cristalina, mas morna e turva, permeada pela dor. Nascimento do bebê (emerge), cena da banheira, renúncia (submerge), tentativa de suicídio.

2. Realismo x Romantismo

Birth, em termos narrativos experimenta uma fusão de conceitos. Um conceito típico da concepção de mundo romântica (o amor eterno que ultrapassa as barreiras da morte e não vê barreiras) é arremessado em um universo realista, frio e repressor, que é o inverno novaiorquino, a família burguesa e anal-retentiva, as relações sociais e afetivas do novaiorquino woodyalleniano. O realismo está em encontrar modos de viabilizar este encontro. O cunhado diz ao menino Sean as seguintes palavras:

"You know...if you were my brother-in-law,you'd say it was impossible for you to
be sitting right here in front of me. You didn't believe in life after death. You
believed that only matter survives and that the mind, soul, spirit...whatever you
want to call it... disappears forever."

Por um lado, Sean não acredita em reencarnação, por outro ele é confrontado com suas memórias. O filme deliberadamente adota uma posição de ambiguidade, mas na verdade são dois filmes absolutamente distintos, um para realistas, outro para românticos. Mas ao mesmo tempo que há o duplo, há também o individual. Birth é uma história de amor além da vida, sim, mas contada de forma suficientemente realista a ponto de revelar o que parece impossível no cinema hoje em dia: a face negra do amor: o egoísmo. Isto é assunto para o terceiro e último tópico (estou com sono, são quatro da manhã, eu juro que gostaria de ir adiante, mas estou sentindo a coisa ficar abstrata demais)

3. Don Juan

Don Juan é a desgraça das mulheres. Por um lado, ele é o amante na extensão máxima da palavra, o melhor amante que elas jamais conhecerão. Por outro lado é equivalente a uma sentença de morte para uma moça "direita": infiel, individualista e inesquecível. Este aspecto do Sean morto fica claro na atitude da amante. Não fosse a reação de Clara, a fragilização da personagem Anna diante o reaparecimento do marido seria um caso isolado. Este não é um homem comum, como Joseph, o anti-herói condenado a "juntar os pedaços" de uma vida que foi destruída. Sean representa este ideal de homem (o "grande amor") em sua faceta dúbia e sedutora: a impossibilidade de conviver com o "similar paraguaio" do amante perfeito faz com que as duas mulheres de sua vida estejam condenadas à infelicidade eterna, aprisionadas sob seu encanto. O pequeno Sean, no entanto, parece genuinamente feliz na última cena. É razoavelmente seguro deduzir que será feliz, apesar da penitência. Esta penitência não é, para ele, tão enfadonha, uma vez que agora ele aceita e compreende sua natureza, e, até certo ponto, o poder incomum que possui(u) sobre as mulheres.

Eu poderia ficar horas falando de como é Kubrickiano, como é Hitchkockiano, como é majestoso e cheio de coisinhas que vale a pena comentar. Mas já é tarde e fico por aqui.

Até a próxima, garotada.

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INSÔNIA? INQUIETAÇÃO?

SEUS PROBLEMAS ACABARAM!

Compareça sem falta ao lançamento do primeiro álbum da Monodia, a banda que despeja chuvas de brilho sobre as bandas do rio da prata.

É na companhia de arte (andradas, quase independência, na descidinha), e custa apenas a bagatela de 6 pila! Leve os amigos e as crianças para aproveitar este evento único.

O stickista argentino Diego Souto também toca, e humilha, diga-se de passagem.

E para completar uma noite perfeita, a banda SOL, favorita de longa data, também se apresenta.

A cerveja é barata e gelada, e o ambiente foge do velho lugar-comum bomfim-cidade baixa.

Vai ser uma noite de transe e muita elegância! Quem não for é uó!!!

Thursday, June 29, 2006

she is my cousin. but doesn't she look exactly like laura palmer?

Tentei fazer um stencil da laura palmer "wrapped in plastic", mas acabou ficando mais parecida comigo. Vou dar de presente para o beatle.

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